23/08/24 | Daisyane Mendes - Corevali  | 
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Programa incentiva o diagnóstico precoce do câncer de mama entre servidoras e custodiadas
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Programa Mulheres de Peito atende servidoras e incentiva o cuidado com a saúde feminina
A Penitenciária Feminina II de Tremembé recebeu, entre os dias 6 e 8 de agosto, a Carreta da Mamografia do programa “Mulheres de Peito”, para atender servidoras e detentas do sistema prisional da região do Vale do Paraíba. A ação foi realizada pela Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), por meio da Coordenadoria de Saúde do Sistema Penitenciário (CSSP), em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde, e conseguiu somar um total de 154 exames de mamografia feitos.
O veículo possui dois mamógrafos, área de recepção para espera e coleta de dados, conversor de imagens analógicas em digitais, computadores, impressoras, mobiliários e banheiros para atender o público feminino. O objetivo é detectar precocemente tumores malignos, até mesmo em sua fase inicial, em que a paciente não apresenta sintomas.
C.B, 54 anos, cumpre pena em regime fechado na PII Feminina de Tremembé. Ela revela que graças ao atendimento recebido é possível monitorar sua saúde. “Tenho caso de câncer na minha família, meu irmão enfrenta um câncer no intestino. Meu último exame mostrou algumas alterações e recebi todo o suporte da unidade prisional. Graças à Carreta posso fazer o acompanhamento da minha situação e hoje sei que está tudo bem e não tenho nada grave”, conta a reeducanda.
A iniciativa atendeu 95 sentenciadas e 59 funcionárias e ainda contou com o apoio do Centro de Qualidade de Vida e Saúde do Servidor (CQVidass) da CSSP da Região do Vale do Paraíba e Litoral (Corevali).
Para Vilma Maria da Cunha Leite, diretora do Centro de Atenção à Saúde da População Prisional, também da CSSP da região, a mamografia é uma estratégia fundamental para o combate à doença. “Ela é de extrema importância tanto para o rastreamento quanto para o diagnóstico. No rastreamento, a mamografia possui um caráter preventivo, em que a lesão é procurada pelo profissional e, caso sejam detectadas alterações, são realizados exames complementares. Assim é possível viabilizar o tratamento o quanto antes”, explica.
Fábio Brandão Martins, diretor do estabelecimento penal, complementa dizendo que a atividade valoriza o bem-estar das profissionais do sistema prisional e das pessoas presas. “A rotina pode dificultar a realização de exames médicos regulares. A Carreta no local de trabalho incentiva essa atenção à saúde feminina que, de outra forma, poderia ser adiada ou negligenciada. Para as reeducandas, o programa reforça o compromisso com o direito de assistência à saúde, contribuindo para um tratamento mais humanizado no cárcere”, comenta.
A doença no Brasil
De acordo com informações divulgadas pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de mama é o que mais mata mulheres no Brasil. Em 2021, 18.139 mulheres morreram no país pela patologia.
A doença é provocada pela multiplicação desordenada de células anormais da mama, que forma um tumor com o potencial de invadir outros órgãos. Existem vários tipos de câncer de mama, sendo que alguns deles com desenvolvimento mais rápido e outros, mais lento. Quando a doença é tratada em tempo oportuno, as chances de cura são maiores.